quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Em forte pronunciamento, GELSON declara: "Estamos em GUERRA!"

Vereador vai à tribuna denunciar a insegurança instaladas nas ruas de Fortaleza.

Acompanhe pronunciamento.





Um bom dia a todos.

É impossível, senhor Presidente, nós fecharmos esta semana sem falar da terrível
chacina que vitimou moradores do bairro Messejana, que foram covardemente
assassinados.

E fazemos questão de lembrar, senhoras e senhores, para que isto não se repita jamais.

O mundo está estarrecido com os ataques terroristas em Paris, outro drama recente. Mas
o que aconteceu aqui pertinho, há cerca de 10km aqui da Câmara Municipal, é
difícil de engolir.

Os mais precipitados creditaram primeiramente à guerra entre gangues. Ou seja, é
bandido matando bandido. Mas o que aconteceu de verdade foi que 12 pessoas, sem
passagem pela polícia, sem condenação pela Justiça, simplesmente foram varridas
do mapa, certamente por um motivo absurdo.  Tudo indica que se tratou de
uma vingança.

Mas eu pergunto aos senhores: vingança contra quem?

O Secretário de Segurança, em uma sabatina a que foi submetido ontem na
Assembleia Legislativa, disse que há indícios da participação de
policiais. 

Mas que absurdo! 

Como a sociedade reagirá, se descobrir que as pessoas que são pagas para servir e
proteger, são capazes de crimes bárbaros, contra pessoas inocentes?  E
quem teria dado a essas pessoas a licença para matar?  Não me consta que a
Constituição Federal tenha criado nenhum agente 007.  

Ou seja, o que ocorreu foi crime. Foi chacina. Foi covardia. 

E se essa carnificina tiver sido executada por gangues, ou pelo tráfico, é o recibo que
estamos passando de que a coisa toda fugiu do controle. De que perdemos a
guerra para a violência.

E ainda tem quem reclame porque o Congresso Nacional quer facilitar ao cidadão comum de
possuir sua arma, para a defesa da sua vida e da sua família.

Estamos diante da segunda maior chacina já registrada no país. Perdemos apenas para a
de Vigário Geral, uma comunidade do Rio de Janeiro, onde milicianos
assassinaram 21 pessoas. E até parece que não aconteceu nada. Vamos ali
inaugurar um bicicletário. Ou vamos para a China conversar com
empresários. 

Ora tenha santa paciência!

Parafraseando o presidente francês, Franssuá Olandi: ESTAMOS EM GUERRA!!

Alguns deputados federais, como Ronaldo Martins e Vitor Valim, estão clamando lá em
Brasília para que a Força Nacional possa vir reforçar o policiamento nas ruas.
Se não podemos confiar em ninguém, temos que pedir ajuda sim.

E o máximo que ouvimos dos nossos governantes é de "não precisa de Força
Nacional. Aqui nós damos um jeito"
.

Ora, mas que jeito? Qual o jeitinho brasileiro que vamos dar nisso?

Que jeito nós podemos dar nesses criminosos que até atearam fogo numa viatura lá no José
Walter; e que fuzilaram um quartel da PM, ali no bairro Montese?

Quando um bandido tem a confiança necessária para destruir uma viatura de polícia, então
podemos ter a exata dimensão de que a coisa é daí pra pior. Se bandido não tem
medo de polícia; e se polícia pode ser confundida com bandidos; onde vamos
parar com tudo isso?

É quando a certeza de impunidade, pelos bandidos; e o pavor, por parte da população, são
os únicos sentimentos possíveis.

Está claro que não estamos conseguindo reprimir a violência. Isto é um fato.

Mas o que estamos fazendo para evitar que a violência se torne endêmica? Que tome conta
de toda a sociedade.

Não há uma luz ainda no final desse túnel escuro. 

As Igrejas fazem a sua parte. As organizações não-governamentais fazem a sua
parte. Mas o poder público não faz a sua.

Até parece que tudo se resume apenas a tinta e concreto. Está claro que isso não
resolve nada.

Se não cuidarmos das pessoas, a chacina da Messejana será apenas mais um componente na
paisagem da violência urbana.

E é aqui nesta Casa que temos de tomar iniciativas concretas para ajudar a mudar esta
situação.

Estamos analisando um orçamento, que mais parece um relatório de compras de uma grande
construtora.

E quanto estamos destinando para as ações sociais efetivas?

Quanto estamos destinando para o trabalho dos conselheiros tutelares, para as ações
que podem cuidar das pessoas, recuperar vidas, prevenir nossos jovens contras
as drogas?

Quanto nós temos destinado ali para reativar os Centros Sociais Urbanos, que já estão
construídos? E talvez esteja aí o pecado. 

Como explicar que numa área violenta como o Grande José Walter, que tem um
gigantesco e abandonado CSU, o Poder Público não possa dotar esse espaço para a
convivência dos nossos jovens.


"Ah, mas ali já está construído. Entrega ali para alguém cuidar".  E tudo
fica ali como está: inacessível, abandonado, sem uso. E logo ali ao lado, na
praça também abandonada, os jovens, que poderiam estar usando o equipamento,
estão consumindo crack à luz do dia.

Pois eu digo que esse modo de fazer política está envelhecido; ultrapassado.

E como vamos sair do estigma da violência? 

Talvez a resposta para isso seja dada a longo prazo, depois de muitas vidas ceifadas.
Depois de muitas chacinas na Messejana.

Fica aqui o nosso protesto, senhor Presidente.

Obrigado.  

GELSON defende nova valorização para o TURISMO

Como presidente da COMISSÃO de TURISMO, o vereador GELSON articula nova forma de valorizar um dos setores que mais geram emprego e renda, na capital.