segunda-feira, 13 de maio de 2013

CMFOR e sociedade debatem enfrentamento a Exploração Sexual Infantil


                              Auditório Ademar Arruda acolheu o debate da Comissão de Turismo
A Câmara Municipal de Fortaleza realizou, na tarde desta sexta-feira, 10, um fórum que discutiu a exploração sexual infanto juvenil em Fortaleza.  A iniciativa foi do vereador Gelson Ferraz (PRB), atual presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Emprego e Renda da CMFor.  O encontro pautou ações concretas para o enfrentamento da problemática, que tem chamado a atenção das autoridades.
Gelson destacou o lançamento do folder trilíngue (português, inglês e espanhol), que tem como finalidade conscientizar a cidade de Fortaleza e os turistas que visitam a cidade no sentido de que não é possível tolerar a exploração da criança e do adolescente. “Estamos cientes que o fórum não resolverá a situação. No entanto, quando a sociedade se abre para uma discussão como essa, deixamos de ser coniventes com os crimes que vêm acontecendo”, frisou.
A representante da Rede Aquarela, Kelly Meneses, destacou que as pessoas que exploram sexualmente as crianças e os adolescentes não apenas são turistas. Segundo ela, as agressões e abusos também surgem por partes de moradores da localidade ou de caminhoneiros. Ressaltou também a importância de proteger as crianças de Fortaleza, diante de grandes eventos turísticos que serão sediados na cidade.
Antônia Lima Sousa, promotora de justiça, frisou que o papel do Ministério Público frente à exploração sexual é de atuar em rede com o Conselho Tutelar e a polícia. Destacou também a importância da sociedade denunciar gratuitamente por meio do Disque 100, para que se possa coibir essas ações de crime.
Núbia Penna, representante do comitê local da proteção integral de crianças e adolescentes na Copa das Confederações e na Copa do Mundo, pontuou que a exploração infantil é apenas uma das mazelas que vamos encontrar diante desses grandes eventos. “As crianças acabam sendo usadas como mão de obra e como objeto sexual”, asseverou.  Segundo Núbia, o país já deveria ter se preparado para isso, e principalmente se tratando deste assunto que é prioridade nacional.
A vereadora Toinha Rocha (PSOL), por sua vez, destacou que, quando se denuncia um crime, protege-se as crianças. Para ela, o Brasil se tornou um dos destinos mais procurados para o turismo sexual. Desta forma, requer-se que existam mais programas de conscientização nas escolas e em hotéis de Fortaleza.
O representante do escritório regional da UNICEF(CE/RN/PI), Rui Aguiar, frisou que a exploração sexual esta também ligada à exploração da miséria. Ele refletiu que hoje no Brasil há 241 rotas de exploração sexual infantil, e que 69 delas estão situadas no Nordeste. “Temos 5.500 municípios e 937 deles apresentam casos de exploração, principalmente em rodovias federais e em postos de gasolina”, pontuou. De acordo com Rui, as crianças tem que ser protegidas, porque elas têm direito e não por um algum evento que possa se realizar na cidade. E pediu um minuto de silencio em homenagem às vitimas de exploração sexual.
No fórum também estiveram presentes os vereador Carlos Dutra (PSDB), o engenheiro e Presidente na ABBmar (Associação dos Empreendedores da Beira Mar) Pedro Carlos Fonseca, representantes da Força Jovem Universal, e a Conselheira Tutelar da Regional V, Alanete Costa.
O vereador Gelson Ferraz ressaltou a importância do debate e pontuou sobre os encaminhamentos. De acordo com o parlamentar, será encaminhado um oficio para a Infraero, solicitando o numero de voos confirmados vindos para o Brasil, para que se realize uma conscientização dos alertando para o crime exploração sexual infantil.
POR ÉRICA OLIVEIRA