sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Jangadeiros de Fortaleza ganham direito na cobrança por publicidade em suas embarcações


                                                                                     Foto: Francisco Aragão

A medida, que beneficia pescadores filiados a Colônia Z-8, foi aprovada em Plenário, pelos vereadores da Câmara Municipal
Sabe aquelas jangadas dos pescadores artesanais que você vê na orla de Fortaleza quando passeia pelo calçadão da Avenida Beira Mar? Pois é, elas têm sido motivo de discórdia entre os homens do mar e a fiscalização pública. Além de proporcionar o “ganha pão” dos jangadeiros e de suas famílias, as embarcações vinham sendo usadas também como painéis publicitários.
Muitas velas – instrumento de propulsão das jangadas pelo vento – estampavam marcas famosas, como um outdoor. Uma Lei municipal, a 8.221 de dezembro de 1998, punia os donos de jangadas por propaganda irregular. Agora, este tipo de serviço ganhou legalização através da alteração dessa regra. A fiscalização era feita pela Secretaria Regional II e pela Semam, Secretaria do Meio Ambiente, órgãos da Prefeitura. A mudança da Lei, que libera o uso das jangadas para publicidade, no número de até cinco embarcações por pescador filiado a Colônia de Pesca Z-8, é de autoria do vereador Gelson Ferraz, do PRB.
O parlamentar justifica a alteração diante das necessidades financeiras que os pescadores enfrentam no dia-a-dia: “Tirar dos jangadeiros esse mínimo ganho com a propaganda nas velas, é algo covarde e descabido. Será o mesmo que cortar-lhes as mãos e obrigá-los a levar a fome para suas casas, para seus familiares. Eu tenho certeza que ali, na Beira Mar, a Prefeitura tem muito mais o que fazer”.
Gelson, que também é presidente da Comissão de Turismo da Câmara Municipal, lembra o processo histórico que envolve os primeiros habitantes daquelas praias: “Antes da cidade alcançar a Avenida Beira Mar, os pescadores já estavam lá. E que não são eles que devem se adequar a política de turismo e publicidade da Capital e sim a cidade é que deve se adequar aos jangadeiros garantindo-lhes o espaço que lhes é de direito”, finaliza.
 DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO GABINETE